Design de Produto ou Design Industrial: Se você é uma pessoa
curiosa do tipo que gosta de saber como as coisas funcionam, adora as
formas dos objetos que estão sendo vendido no mercado, e foi daquelas
crianças que adoram criar seus brinquedos e desmontá-los para ver como
era por dentro, o curso de design de produto ou design industrial é
perfeito para você. Se os arquitetos projetam ambientes, nós designers
de produto projetamos os objetos que ocuparão esses ambientes.
Pré-requisitos para cursar design de produto:
- Gostar e ter conhecimentos em cálculos
matemáticos, física, estatísticas, pois para criar produtos é
necessário saber tudo isso para calcular medidas e quantidades de
materiais utilizados no projeto, apesar de um designer sempre trabalha
em parceria com engenheiro.
- Ser organizado e disciplinado, para entregar os projetos no prazo estabelecido.
- Ser curioso e pesquisador, para
conhecer novos materiais e tecnologias que se apliquem no seu projeto. O
designer precisa entender as necessidades do público alvo para
solucionar um determinado problema.
- Não ser tímido, pois você terá que "vender o seu peixe" e expor seu produto para público ou para empresários.
- Saber desenhar, isso é fundamental,
apesar do designer trabalhar com softwares CAD como Rhinoceros, Autocad e
Studio 3D, os croquis das ideias inicias é tudo desenhado à mão livre.
O mercado de trabalho : A profissão permite atuação nas mais
diversas áreas, que vão do setor moveleiro ao de metalurgia e da
indústria de moda e calçadista à de acessórios. Seja nas grandes
indústrias, seja nas empresas familiares, a necessidade de inovação do
mercado tornou o designer uma peça-chave nas empresas, o que faz
aumentar a procura pelo tecnólogo. "A economia aquecida, a necessidade
de novos produtos e um mercado consumidor mais exigente abrem um grande
campo para o designer", diz Bruno Manoel Neves, coordenador do curso do
IF-SC. O profissional é bastante requisitado no Sudeste, principalmente
no estado de São Paulo, que tem um importante parque gráfico e conta com
grande número de multinacionais dos ramos alimentício e têxtil. Na
capital paulista também estão os principais escritórios de design do
país. Na Região Sul, os postos de trabalho se expandem a cada ano, por
causa da grande quantidade de indústrias de calçados e utilidades
domésticas.
Salário inicial: R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 (em indústria de médio porte; fonte: Associação dos Designers de Produto).
O curso
A base teórica, no início do curso, inclui história da arte e do
design, metodologia visual, introdução ao design, psicologia do
consumidor, sociologia de consumo e empreendedorismo. Depois, o
currículo engloba disciplinas mais práticas, como computação gráfica,
desenho artístico e técnico, ergonomia e tecnologia de materiais. Para
se formar é preciso fazer um trabalho de conclusão de curso: o
planejamento de lançamento de um produto, desde sua concepção até a
chegada ao mercado consumidor. Algumas escolas oferecem formação
específica em embalagens ou joias.
Duração média: quatro anos.

Design de Interiores: É a arte
de planejar e arranjar ambientes de acordo com padrões de estética e
funcionalidade. O profissional harmoniza, em um determinado espaço,
móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando
conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais,
acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e
adequando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade
financeira do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelece
cronogramas, fixa prazos, define orçamentos e coordena o trabalho de
marceneiros, pintores e eletricistas. Pode projetar salas comerciais,
residências ou espaços em locais públicos. Esse profissional costuma
trabalhar como autônomo, mas pode atuar também como funcionário de
empresas especializadas em decoração e design de interiores ou, ainda,
como consultor em lojas de móveis.
O mercado de trabalho: O mercado está em alta para bacharéis e tecnólogos.
Isso graças à boa fase econômica do país, que elevou a renda da
população. "Há uma explosão no número de casas populares e edifícios
para a classe média em todo o país. São residências pequenas, por isso
os móveis têm de ser bem planejados. É uma questão de necessidade, não
mais um luxo. Portanto, trata-se de um público novo que começa a
demandar a mão de obra do designer de interiores", explica Cristina
Elizabete Silva Ragaini, coordenadora do curso tecnológico da UMC. Nesse
caso, os maiores empregadores são as lojas de móveis planejados. O
mercado considerado "de luxo" também continua a gerar oportunidades para
o profissional que trabalha por conta própria. Uma das maiores demandas
vem da área corporativa, em que o designer é requisitado para elaborar
andares inteiros de escritórios e salas de reuniões. Já os escritórios
de decoração contratam com frequência o especialista em projetos para
atender às necessidades de lojas, bares, restaurantes, hotéis, pousadas,
clínicas, hospitais e escolas. "A hotelaria é uma área que, graças ao
potencial turístico do Brasil, ainda vai crescer muito por todo o país e
demandar o trabalho do designer de interiores", diz Jéthero Cardoso de
Miranda, coordenador do bacharelado do Belas Artes. Além das capitais de
negócios, como Rio e São Paulo, as outras também devem registrar
aumento de demanda, sobretudo na Região Nordeste. Outra área que promete
crescimento é a de projetos de acessibilidade para pessoas com
necessidades especiais. "Teatros, cinemas, condomínios residenciais e
comerciais precisam se adaptar, e tudo isso implica alteração de projeto
de interiores", explica Cardoso de Miranda. Fabricantes e montadoras de
automóveis também contratam o profissional para desenvolver volantes e
estofados.
Salário inicial: R$ 2.250,00 (fonte: prof. Jéthero de Miranda, do Belas Artes).
O curso: Há poucos cursos de bacharelado no país. É grande a
ênfase na parte prática, com atividades a mão livre e o uso de recursos
da informática. Boa parte da carga horária é dedicada ao desenvolvimento
de projetos, com aulas de perspectiva e desenho artístico e
arquitetônico, assim como de técnicas de instalação e iluminação. As
atividades extracurriculares também são frequentes. Prepare-se para
visitar museus e exposições de arte, assistir a palestras e fazer
pesquisas em bibliotecas. No fim do curso, as escolas costumam exigir um
estágio ou uma monografia.
Duração média: quatro anos.
Áreas de atuação:
Desenho de móveis
Criar peças conforme as necessidades do cliente, adaptando-as ao espaço disponível.
Decoração e paisagismo
Cuidar
da colocação de móveis e acessórios em ambientes residenciais e
comerciais internos. Em áreas externas, usar arte e técnica para
projetar, organizar e embelezar espaços com plantas e jardins.
Gerenciamento
Acompanhar a compra de móveis e acessórios, fazer orçamentos e contratar mão de obra.
Projeto
Organizar
ambientes de acordo com as necessidades do cliente. Elaborar plantas e
maquetes, indicando o estilo, as cores e a disposição de móveis e
objetos no espaço.

Design Gráfico: É a criação de projetos gráficos para
publicações, anúncios e vinhetas de TV e internet. O designer gráfico
desenvolve o visual de jornais, revistas, livros, panfletos, anúncios e
outdoors. Também cria logotipos e papelaria para firmas individuais,
comerciais e industriais, com o objetivo de tornálos atrativos e
facilitar a leitura. Escolhe as letras para os textos, define o tamanho
das colunas de uma página impressa, seleciona e padroniza cores e
ilustrações e projeta embalagens. Desse modo, torna a comunicação mais
eficiente e agradável. Cuida da programação visual de marcas veiculadas
em anúncios e campanhas, inclusive em espaços públicos onde a informação
deve ser compreensível até para o público iletrado. No campo digital,
elabora websites e CDs-ROM. Pode trabalhar em editoras, agências de
design e de publicidade e birôs de computação gráfica e produtoras.
Pré-requistos:
- Saber trabalhar com softwares gráficos como Illustrator, Photoshop, InDesign e etc.
- Ter bagagem cultural e ser apaixonado pelo mundo das artes.
O mercado de trabalho: A figura do designer gráfico vem ganhando
cada vez mais espaço devido ao surgimento de novas mídias e também pela
necessidade de ampliação dos canais já existentes, como a publicidade, a
internet, a telefonia celular e a mídia impressa. "Existe demanda em
todos os segmentos, como finalização, vídeos, animação, mas o maior
crescimento ainda é na área da web", afirma Sergio D Oliveira Casa Nova,
coordenador do curso da Belas Artes, de São Paulo. Outra possibilidade é
trabalhar como autônomo, prestando serviços para empresas, ou em
pequenos escritórios de design. As vagas de emprego ainda se concentram
no eixo Rio-São Paulo. "Para quem es tá começando, a melhor maneira de
entrar no mercado é estagiando em empresas de designers gráficos,
agências de propaganda, editoras e produtoras de vídeo e cinema",
explica o coordenador.
Salário inicial: R$ 2.120,58 (fonte: Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal).
O curso
O
currículo valoriza a formação prática em artes e comunicação visual e é
composto de disciplinas como história da arte e do design, cinema,
fundamentos da linguagem visual e fotografia. Há, ainda, aulas de
tipografia, ergonomia, embalagem, marca e softwares de editoração.
Vários cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Desenho Industrial também
preparam o profissional para atuar nessa área. A obrigatoriedade do
estágio e da apresentação de um trabalho de conclusão de curso depende
de cada instituição. Fique de olho: Algumas instituições oferecem
graduação em design digital, com formação específica em projetos de
design para interfaces de mídias digitais, como websites, animações e
games.
Duração média: quatro anos.
O que você pode fazer Editoração eletrônica
Criar
páginas de jornais, revistas, livros e folhetos, distribuindo o texto e
as imagens de acordo com a linha editorial da publicação.
Programação gráfica para TV

Design de Moda: É a arte de criar e comercializar peças de
vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de
moda desenha roupas e produtos, como joias, cintos e calçados, e define
estilos e modelagens. Analisa tendências de comportamento para
desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a
comercialização dos artigos. Responsabiliza-se pela aquisição de
matérias-primas e desenha estampas nas indústrias têxteis ou modelos nas
confecções. Como gestor, pode pesquisar o mercado consumidor,
estabelecer estratégias de marketing para campanhas de lançamento de
produtos e cuidar da promoção de vendas. Está habilitado também a
trabalhar no departamento de compras de grandes magazines. Pode, ainda,
prestar assessoria de moda para pessoas ou para grandes lojas. Neste
caso, define a disposição dos produtos nas vitrines e escolhe as
coleções a serem compradas.
Tem muita gente que se engana quanto ao curso de Design de moda e tem
uma ideia estereotipada que o profissional na área de moda, é uma pessoa
que se veste de maneira exótica e fica dando chiliques vivendo num
mundo de glamour, mas não é nada disso. Os pré-requisitos desse curso:
- Ter uma bagagem cultural grande, ou
seja você terá que ter um conhecimento sobre o mundo do cinema, artes
plásticas e das grandes personalidades do mundo, pois as coleções são
temáticas, um empresa por exemplo pode pedir que o tema da coleção seja
"As cores de Frida Kahlo", então tem que se ler muito e ficar antenado
com tudo isso para criar as peças de vestuário.
- Gostar e ter conhecimentos de cálculos
matemáticos, pois terá que calcular metragens de tecidos utilizados. Os
moldes também exigem cálculos e noções de geometria para que fiquem
perfeitos.
- Gostar de costurar, no curso, irá usar máquinas industriais como overlock, interlock, traveteira e etc...
- Ser curioso e pesquisador à respeito de linhas, aviamentos, novos tecidos, tendências.
- Ser organizado e disciplado, pois a
pessoa terá prazos para entregar coleção com suas fichas técnicas
devidamente preenchidas com amostras do material utilizado.
- Saber desenhar.
O mercado de trabalho: A indústria da moda continua crescendo e
busca tanto bacharéis como tecnólogos para atender às mais diversas
etapas da cadeia produtiva. "O mercado é imenso, começa na plantação do
algodão até a repercussão da mídia depois dos desfiles", explica Adriana
Job Ferreira Conte, coordenadora do curso tecnológico da UCS, em Caxias
do Sul (RS). As modas masculina, infantil, esportiva, praia e de
lingerie são as mais carentes desse profissional. "A moda feminina é
mais saturada", diz Raquel Valente Fulchiron, coordenadora do
bacharelado na Fasm. O estilismo ainda oferece oportunidades para a
concepção de coleção de roupas, calçados e acessórios e para o
desenvolvimento de produtos nas indústrias de matérias-primas, além da
supervisão da produção, criação de estampas e costuras. Outro campo
crescente é o da consultoria em tendências de moda para objetos de
consumo, também chamados de "bens vestíveis", como celulares e players
(MP4, por exemplo). O planejamento e o gerenciamento de marcas com base
em pesquisas de comportamento e consumo, a criação de tendências e a
gestão de materiais também são setores fortes. Aumenta a demanda pelos
consultores de moda para orientar pessoas a se apresentar em diferentes
situações, assim como é boa a procura dos profissionais mais
reconhecidos para atendimento pessoal a artistas e personalidades. Além
disso, há campo na área educacional, nas faculdades de moda. Mas para
dar aulas no ensino superior é preciso ter pós-graduação. São Paulo
possui o maior número de ofertas de trabalho, e uma concorrência mais
acirrada devido ao número de cursos de Moda oferecidos. Há também vagas
no interior do estado. Na Região Sul, empresas de calçado costumam
contratar os egressos, e há demanda para o trabalho nas malharias.
Crescem oportunidades na indústria têxtil nordestina.
Salário inicial: a partir de R$ 2.000,00 (fonte: profa. Eliana Gonçalves, da Udesc).
O curso
O
currículo do bacharelado varia conforme as habilitações oferecidas pela
escola, mas, geralmente, possui disciplinas como história da arte,
cultura da moda e criação, desenho e estilismo. Os cursos com ênfase em
design e modelagem propõem como trabalho de conclusão a criação ou o
desenvolvimento de uma coleção de moda. Já aqueles focados em negócios e
gestão de moda exigem dos formandos a elaboração de um plano de
negócios com ações para o fortalecimento de marcas e a comercialização
dos produtos.
Duração média: quatro anos.
Área de atuação:Consultoria
Trabalhar como personal stylist, ajudando os clientes a combinar roupas, cores e estilos.
Coordenação
Gerenciar
a compra de coleções de roupas para lojas e magazines. Coordenar as
equipes de estilos tanto em indústrias e confecções como em magazines e
orientá-las para as tendências da moda.
Design/Estilismo
Criar
roupas (estilismo), joias, bijuterias, calçados e bolsas (design de
acessórios) ou desenhar estampas e padrões e elaborar novos tecidos para
tecelagens (design têxtil).
Fotografia
Acompanhar a produção de fotos de moda para revistas, catálogos, exposições e anúncios.
Gerenciamento
Desenvolver produtos e supervisionar a compra de materiais para sua produção e comercialização.
Modelagem
Transpor para moldes os desenhos dos estilistas, desenvolvendo modelos-piloto para orientar a produção.
Negócios
Atuar
como gestor na cadeia de produção, distribuição, divulgação e
comercialização da moda e desenvolver estratégias de negócios e
marketing.
Produção
Fazer desfiles, catálogos, editoriais de revistas e organizar campanhas publicitárias.

Fonte: Innova